Como funciona
Como funciona
No VOTRIX, o voto é secreto e qualquer pessoa pode conferir o resultado. Veja o caminho do seu voto, do convite ao resultado.

A organização prepara a votação
Define a pergunta, as opções e o prazo, e convida pessoas de confiança — os guardiões — que vão abrir só o total no final.
Você recebe um acesso individual
Um usuário e um código, entregues de forma reservada. O VOTRIX não pede nome, CPF nem e-mail.
Você obtém uma credencial anônima
Ela permite votar uma única vez sem revelar quem você é: o cadastro sabe que você recebeu uma credencial, mas não qual.
Você vota, e o voto é cifrado no seu celular
Antes de sair do aparelho, a escolha vira um código que ninguém consegue ler. Você confere a escolha e confirma o envio.
O voto entra no registro público
Toda cédula cifrada fica num quadro aberto. Você recebe um comprovante para conferir que a sua está lá.
O resultado é calculado sem abrir votos
As cédulas são somadas ainda cifradas. Os guardiões, juntos, revelam apenas o total — com provas matemáticas de que fizeram isso certo.
Qualquer pessoa pode conferir
O pacote de auditoria permite recalcular tudo com um verificador independente. Veja como verificar.
Para quem gosta de detalhes
- Guardiões geram suas chaves fora do servidor. A chave de cifra da eleição é a soma das chaves públicas; decifrar exige todos eles.
- Credencial: assinatura RSA cega (RFC 9474). O cadastro assina sem ver o código que vai para a cédula.
- Cédula: ElGamal sobre ristretto255, com provas de conhecimento zero de que a cédula é válida, sem revelar o conteúdo.
- Auditoria de Benaloh: antes de depositar, você pode revelar e descartar uma cédula para verificar se o aparelho cifrou corretamente.
- Urna: aceita a cédula pela credencial, sem sessão; rejeita credenciais repetidas; registra tudo no quadro público encadeado por hash.
- Apuração: soma homomórfica das cédulas cifradas; cada guardião decifra apenas o total, com prova de correção.
- Âncora: no encerramento e na apuração, a raiz de Merkle e o último hash do quadro são registrados num livro de âncoras encadeado, para que mudanças posteriores sejam detectáveis. Nesta versão de demonstração esse livro é mantido pela própria plataforma — não é uma blockchain pública. O conector para uma rede de teste do Ethereum existe no código e ainda não foi ativado. Votos, nomes e credenciais nunca vão para a âncora.
- Conexão: a versão publicada só responde por HTTPS, com HSTS e política de segurança de conteúdo restritiva.
Limites importantes
- Não há proteção técnica contra coerção ou venda de votos: votar de casa permite que alguém observe o eleitor.
- Um aparelho comprometido pode alterar a escolha; a auditoria de Benaloh detecta isso apenas por amostragem.
- Quem opera o servidor pode tentar relacionar a obtenção da credencial e o voto por endereço de rede e horário.
- Se todos os guardiões conspirarem, podem decifrar cédulas individuais.
- Não há auditoria independente nem certificação até o momento. É um protótipo sem revisão de segurança independente — os riscos estão documentados em
docs/no repositório.